Puna Argentina de Himalayan 450
Uma travessia de moto pelo noroeste da Argentina.
Vulcões, salares, altitude e silêncio.
Data da Expedição: Outubro/2026
Por que a Puna da Argentina?
Voltando do Atacama, parei em Salinas Grandes e me perguntei o que tinha além das estradas mais óbvias e descobri um mundo.
Na época eu não estava preparado para sair das rotas principais.
Minha moto era pequena e eu tinha pouca experiência.
Mas a ideia ficou comigo.
Durante alguns anos continuei abrindo o Google Earth e olhando para aquele vazio no mapa.
Agora quero voltar.
Não para “conquistar” nada.
Só para atravessar esse lugar com mais calma e entender o que ele faz comigo.
Mapa da expedição
Destaques
El Volcancito
Uma formação vulcânica isolada no meio da imensidão da Puna, cercada por areia clara e montanhas coloridas.
Fiambalá
Uma pequena cidade no oeste de Catamarca conhecida pelas águas termais e por ser porta de entrada para algumas das paisagens mais extremas da Argentina.
Balcón del Pissis
Um mirante natural acima dos 4.500 metros com vista para lagoas coloridas e vulcões gigantes da Cordilheira dos Andes.
Campo de Piedra Pomez
Um deserto branco formado por rochas vulcânicas esculpidas pelo vento durante milhares de anos.
Antofalla
Uma das comunidades mais isoladas da Argentina, cercada por vulcões, salares e quilômetros de vazio absoluto.
Salar de Arizaro
Um dos maiores salares da América do Sul, marcado por uma paisagem seca, silenciosa e quase infinita.
Cono de Arita
Um cone vulcânico perfeito que emerge sozinho no meio do Salar de Arizaro.
Tolar Grande
Um pequeno povoado perdido entre montanhas e salares no oeste de Salta.
Desierto del Diablo
Uma região árida de montanhas avermelhadas e formas geológicas agressivas moldadas pelo vento e pela erosão.
San Antonio de Los Cobres
Uma cidade andina de altitude conhecida pelo Trem das Nuvens e pelas paisagens secas do altiplano.
Cachi
Uma pequena cidade colonial cercada por montanhas e estradas cênicas no norte da Argentina.
Cafayate
Conhecida pelas vinícolas e pelas formações rochosas da Quebrada de las Conchas, Cafayate mistura deserto, cultura andina e uma atmosfera tranquila.
Diário da preparação
O que é a PUNA?
A Puna é um dos lugares mais extremos da América do Sul.
Um altiplano de altitude elevada que atravessa regiões da Argentina, Chile, Bolívia e Peru.
Mas definir a Puna apenas como geografia parece pouco.
Porque o que marca esse lugar não é só a altitude.
É a sensação de distância.
De silêncio.
De vazio.
Durante anos continuei voltando para esse lugar pelo Google Earth.
Estradas isoladas cruzando montanhas secas, salares imensos e vulcões perdidos no horizonte.
Quanto mais eu olhava, mais parecia impossível ignorar.
A altitude muda tudo
Na maior parte da travessia, a estrada permanece acima dos 3.500 metros.
Em alguns pontos, passa dos 4.500.
O ar fica seco.
O corpo desacelera.
Até coisas simples começam a exigir mais atenção.
Dormir, cozinhar, montar acampamento ou caminhar alguns metros deixam de ser automáticos.
A altitude transforma a viagem em algo mais lento e mais intenso.
Um lugar vazio… de verdade
Na Puna, as distâncias parecem maiores do que realmente são.
Existem regiões onde centenas de quilômetros passam sem cidades, postos de combustível ou sinal de celular.
O silêncio é constante.
E em muitos momentos existe a sensação de estar completamente sozinho no mapa.
Talvez seja isso que mais me chama atenção naquele lugar.
As paisagens parecem completamente indiferentes à presença humana.
Vulcões, Salares e Desertos minerais
Grande parte da paisagem da Puna foi formada por atividade vulcânica ao longo de milhões de anos.
Por isso a região é cercada por:
- vulcões gigantes,
- lagoas coloridas,
- desertos minerais,
- salares imensos.
Lugares como o Salar de Arizaro, o Campo de Piedra Pómez e o Balcón del Pissis parecem mais próximos de outro planeta do que da ideia comum de deserto.
Em muitos momentos, a paisagem deixa de parecer real.
Vento, frio e silêncio
O clima na Puna muda rápido.
Durante o dia o sol pode ser forte.
À noite a temperatura despenca.
O vento atravessa quilômetros de planície sem encontrar nada no caminho.
Mas talvez o mais difícil de explicar seja o silêncio.
Existe uma sensação estranha de espaço infinito.
Como se o tempo passasse em outra velocidade.
Por que atravessar esse lugar?
Ainda não sei responder completamente.
Talvez porque existam paisagens que despertam alguma coisa difícil de explicar.
Talvez porque alguns lugares nos façam perceber o tamanho do mundo — e o nosso tamanho dentro dele.
Ou talvez porque certas estradas continuam chamando, mesmo muitos anos depois.
E essa é uma delas.
Equipamentos
Moto
Royal Enfield Himalayan 450
Meus Equipamentos
- Jaqueta ASW Pangea
- Calça TEXX
- Capacete LS2
Camping
- Barraca Naturehike cloud up 2